sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sem enrolação. Direto ao ponto

Decidi cortar o cigarro da minha vida. Comecei a fumar com 14 anos, auge da minha pré-adolescência, influenciado por amigos e atiçado pela curiosidade de simplesmente ser jovem. Praia da Caponga foi o local, casa de praia. Resido em Fortaleza. Após algumas noitadas e tragadas, me viciei. Meus pais demoraram, mas aceitaram. Não havia mais jeito.

Hoje, oito anos depois, com 22 anos, sou dependente do cigarro. Fumo uma carteira (ou maço, em outras localidades do Brasil) por dia. Em minha casa fumam: eu, meu pai e meu irmão. No vício, sou o caçula. Minha mãe é asmática, por isso não fuma.

Há certo tempo penso em parar de fumar, já passei um mês sem cigarro, mas o vício foi maior que minha vontade. Mas dessa vez tenho outras influências para minha decisão. Uma delas foi descobrir que minha avó de 71 anos sofre com enfisema pulmonar e uma veia do coração está 80% entupida. Por conta da idade os médicos decidiram não operá-la. Além disso, percebi que a vida social de um fumante é mais complicada, fora a falta de fôlego para uma simples corrida ou subida de uma escada, as pessoas evitam ficar próximas de um cigarro aceso. Outro fator sou estudante de jornalismo e recentemente percebi que estou ficando rouco com mais facilidade, o que não é bom para quem pretende utilizar a voz como instrumento de trabalho. Para simplificar: O cigarro é uma “droga”.

O objetivo deste blog é compartilhar com vocês experiências do meu dia-a-dia nesta luta contra o vício. E alertar sobre os perigos e males do cigarro para quem pretende ou já começou a consumir o cigarro. Para isso o blog servirá também como uma “rede social” com pessoas que também estão tentando fugir de “doença” ou já conseguiram deixar o tabagismo.

Nas próximas semanas, iniciarei o meu processo de desintoxicação. Espero contar com a colaboração de todos.

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